Tem início nesta quarta-feira (28) a edição 2009 do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), encontro que reúne cerca de 2.500 dirigentes políticos e empresariais na cidade de Davos, na Suíça. Segundo analistas, o encontro deve ser dominado pelas discussões sobre a crise financeira que teve início no mercado imobiliário americano e se espalhou pelo mundo.

O presidente e fundador do WEF, Klaus Schwab (foto), disse que o encontro terá que debater meios de “reconstruir a arquitetura financeira mundial” e “reativar a economia do planeta”. “Ainda estamos no meio da crise”, admitiu Schwab.

O discurso inaugural será feito pelo primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, que estará em Davos pela primeira vez. Ao seu lado, estarão alguns peso-pesados, como Jean-Claude Trichet, presidente do BC europeu, e Ban Ki-moon, secretário-general da Organização das Nações Unidas (ONU).

Também devem participar Pascal Lamy, diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial, além de políticos como o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao e o inglês Gordon Brown. A chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro japonês Taro Aso também deverão estar presentes.

No entanto, o encontro terá também algumas ausência notáveis. A mais sentida deverá ser a do novo presidente dos EUA, Barack Obama, que não tem presença prevista no evento, segundo os organizadores do Fórum Mundial.

A delegação norte-americana deve ser representada por Valerie Jarret, conselheira econômica de Obama, e por outros nomes como o do ex-presidente Bill Clinton e do ex-vice Al Gore.

Outra ausência deverá ser a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a Presidência da República, até a última sexta-feira (23) não estava prevista a participação de Lula no evento. Ao invés de Davos, Lula deverá estar em Belém, onde participará do Fórum Social Mundial.

Na Suíça, a comitiva brasileira será encabeçada pelo chanceler Celso Amorim e pelo presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. Quem também deve comparecer é o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB).

Fonte: G1
Foto: World Economic Forum / Divulgação