O bloco de vereadores, comandado pelo presidente Antônio de Miranda, composto por mais cinco vereadores – Lequinho, Edinho, Silvano, Anselmo e Gleissinho – e que fazem oposição ao prefeito Eugênio Pinto, derrubaram o projeto de criação da Fundação de Cultura.

A fundação que se pretendia criar era uma fundação pública, semelhante a uma autarquia.

A procuradoria da Câmara deu um parecer completamente sem qualquer embasamento legal, que foi contestado pelo diretor de cultura João José.

A comissão de justiça da Câmara, relatado pelo vereador Silvano do Córrego do Soldado, acompanhou o parecer do Procurador e com os votos dos demais opositores derrubaram o projeto.

Faltou bom senso, pois se os vereadores tivessem boa intenção e quisessem fazer a coisa dentro da legalidade, teriam pedido a empresa contratada pela Câmara um parecer sobre o assunto e depois opinar.

O vereador Delmo Barbosa tentou de todas as maneiras que os seus colegas prorrogassem a votação para buscar maiores esclarecimentos.

Derrubar o projeto desta maneira é provocar total desconhecimento sobre o assunto e vem demonstrar má fé de uma parte da Câmara, pois não deram sequer oportunidade de dialogo entre as partes.

Procuramos o diretor de Cultura João José e ele nos disse que conversou muito com os vereadores Lequinho, Edinho, Anselmo e o presidente da Câmara Antônio de Miranda, e que havia pedido a eles, se tivessem qualquer duvida sobre o projeto que antes de ser colocado em votação, que fosse requisitado pareceres de outros advogados sobre o assunto.

Segundo o diretor, todos os vereadores procurados disseram que iriam agir dessa maneira, o que não ocorreu.

João José encerrou a conversa com nossa reportagem dizendo que “que a atitude dos vereadores (Lequinho, Edinho, Anselmo e Antônio de Miranda) tem nome, é falta de caráter!”.